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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

JACÓ NO VAU DE JABOQUE – LIÇÃO 07

Rio Jaboque

Por Pb. Pedro H. C. de Medeiros
Texto de Referência: Gênesis 32
Caros leitores, o tema desta semana é a luta travada entre Jacó e o Anjo do Senhor no vau de Jaboque. Esta lição nos ensina que o melhor para nossas vidas é depender unicamente de Deus. O Senhor deseja que deixemos todo o embaraço mundano que nos cerca e venhamos a ter um caráter completamente transformado, através da sua Palavra.
Após ter se encontrado com seu sogro pela última vez, Jacó desce a montanha de Gileade e os anjos do Senhor o encontram (v. 1). O patriarca reconheceu aqueles anjos e denominou aquele lugar de Maanaim (campo duplo), pois teve a certeza de que a promessa feita pelo Senhor, quando ainda estava na terra de seu sogro, estava sendo cumprida (Gn. 31.3), o Senhor Jeová, com seu exército de anjos, estava acompanhando a viagem. Segundo a narrativa de Flávio Josefo: “Jacó, por seu lado, continuou a viagem para Canaã e no cami­nho teve visões, as quais o fizeram conceber tão grandes esperanças que cha­mou Campos de Deus o lugar onde as tivera.”

É maravilhoso sabermos que o Senhor é quem nos guarda em todos os nossos caminhos (Sl. 121.5). Em Josué 21.38 está registrado que aquele lugar tornara-se cidade de refúgio, terra dos levitas. Simbologicamente, Maanaim representa a certeza de termos o Senhor ao nosso lado todos os dias, é a certeza de que o Senhor é o nosso refúgio e fortaleza (Sl. 91.2). Creia meu irmão, o Senhor nunca nos abandonará.
De Maanaim, Jacó envia mensageiros à terra de Seir para saber se seu irmão ainda o aguardava com desejo de vingança ou não. Ao retornarem, os mensageiros lhe contam que Esaú vinha ao seu encontro acompanhado de quatrocentos homens. Jacó interpretou aquela atitude como uma estratégia de ataque militar, para ele, Esaú ainda desejava a sua morte, o que fazer diante dessa situação? Orar, eis a resposta.
Da oração de Jacó podemos extrair algumas lições muito importantes. Jacó começa e termina a sua oração lembrando ao Senhor de suas promessas. Querido irmão, aqui há um segredo para a oração vitoriosa. Deus não é esquecido, Ele não tem memória fraca para que precisemos lembrá-lo de suas palavras, entretanto, essa atitude faz com que edifiquemos nossa fé. Há pessoas que só lembram a Deus de seus problemas, isso é importante, é bíblico (Lc. 18.41). No entanto, em Isaías 43.26 e 62.6, a Palavra de Deus também nos ensina que devemos lembrar ao Senhor de suas promessas. Passe a fazer isso a partir de hoje meu irmão, quando orares lembre ao Senhor de suas promessas, de sua Palavra, Ele é fiel para cumpri-la.
Outra lição tirada da oração de Jacó é a gratidão. Devemos sempre ser gratos a Deus por todas as bênçãos já recebidas (Sl. 103.2). Há pessoas que só pedem, e nunca agradecem. Deus deseja que sejamos gratos por suas dádivas. A gratidão abre as comportas dos céus sobre nossas vidas.
Em sua oração, Jacó conta para Deus suas aflições, suas angústias, seu medo. Salmos 143.9 diz: “Livra-me, ó SENHOR, dos meus inimigos; fujo para ti, para me esconder”. Será que você tem fugido para o Senhor para se esconder. O Senhor é o único que pode nos livrar de nossos inimigos. Jacó havia tomado uma atitude de fé ao orar ao Senhor. Segundo comentário de Russel Shedd, no texto de Genesis 32.9-12 podemos observar os
Elementos da verdadeira oração: 1) Reconhecimento da iniciativa divina nas manifestações da graça para com seu pai e para consigo mesmo, quando se aproximava novo momento crítico; 2) Reconhecimento do próprio demérito e de Deus como a fonte de todo bem e do dom perfeito (10); 3) Reconhecimento da necessidade da proteção de Deus (11); 4) Expressão evidenciando a Deus que o suplicante crê ainda na promessa (12).
Entretanto, ele ainda não confiava plenamente no Senhor e, de forma estratégica, preparou-se para o encontro com Esaú: dividiu seu povo em dois grupos, e enviou os mensageiros novamente ao encontro do irmão, dessa vez portando presentes, com o intuito de alcançar o favor de Esaú. Enquanto os mensageiros iam ao encontro de Esaú, Jacó orientou toda a sua família, juntamente com seus bens, a atravessarem o rio Jaboque. Após a travessia de toda a família, Jacó ficou sozinho e teve o encontro que mudaria toda a sua vida.
A mudança decisiva na vida de Jacó ocorreu às margens do rio Jaboque que ficava a 70 km ao sul do mar da Galiléia, e cerca de 38 km ao norte do Mar Morto. Segundo o geógrafo Oséias de Lima Vieira:

O Jaboque nasce ao sul da montanha de Gileade. Tri­butário oriental do Jordão, esse rio corre em três destintas direções: leste, norte e Noroeste. Antes de desembocar no Jordão, descreve, entre o mar da Galiléia e o mar Morto, uma semi-elipse. Seu curso tem aproximadamente 130 quilômetros. 
O rio Jaboque é perene e, no passado, servia de fron­teira entre as tribos de Rubem e Gade. (...). No Vale do Jaboque, portanto, a semente de Abraão recebeu sua designação na­cional: Israel. Jaboque significa o que derrama. Os árabes, entretan­to, chamam-no de Nahar ez-Zerka - rio azul.
Nas margens daquele rio, o patriarca da nação israelita teve um encontro inesquecível com Deus. Esse encontro com o Senhor resultou na mudança de caráter de Jacó, de suplantador, ele se tornou príncipe de Deus.
Há alguns aspectos dignos de nota nesta passagem. Inicialmente, a narrativa bíblica diz que Jacó ficou sozinho. A Bíblia nos ensina que em determinados momentos precisamos ficar sozinhos para que o Senhor possa trabalhar em nossas vidas. Vejamos alguns exemplos: Elias precisou ficar sozinho para ter suas forças e sua fé renovadas para enfrentar Jezabel (I Rs. 19); o nosso Salvador também precisou ficar sozinho no Jardim Getsemani, onde pode se abrir perante o Pai, onde pode se preparar para o sacrifício vicário (Mt. 26.36). Jesus nos ensinou que quando orarmos devemos entrar em nosso quarto e conversarmos com Deus em segredo, sozinhos (Mt. 6.6). A solidão é terrível, mas ela é muito pior para quem não tem o Senhor como seu refúgio. Para nós, não há solidão. Estar sozinho com Deus é uma necessidade de todo crente, é a oportunidade que Deus usa para que sejamos aperfeiçoados e transformados segundo o seu querer.
Sozinho, Jacó trava uma luta com um varão durante toda a noite. Segundo comentário da Bíblia de Estudo Defesa da Fé:
O “varão” misterioso (v. 24) com quem Jacó lutou até a alva, era uma teofania divina (vv. 28,30). O Senhor tinha assumido forma humana anteriormente, para interagir com Abraão (18.2,10.16). Admiravelmente, o Senhor Todo-Poderoso não julgou apropriado derrotar Jacó, mas permitiu-lhe lutar com Ele tenazmente durante toda a noite. O conceito de um cristão “lutando com Deus” durante tempos particularmente difíceis ou amendrontadores se origina nessa passagem. Embora Jacó saísse mancando (32.25,31) desta batalha inesperada, o seu novo nome dado divinamente, “Israel”, indicava que “ele lutou com Deus” e prevaleceu, crescendo espiritualmente no processo.
O intuito do Anjo (para sabermais sobre o Anjo do Senhor, clique aqui) era fazer com que Jacó deixasse sua prepotência, sua arrogância, suas estratégias, suas artimanhas de uma vez por todas. O Anjo queria que Jacó se rendesse ao Senhor de forma integral, morresse para si mesmo e começasse a viver para Deus (Gl. 2.20). Segundo comentário de Russel Shedd:
O anjo poderia facilmente prevalecer sobre Jacó na pugna física ali travada. Transparece o fato de que o Senhor desejava que Jacó se lhe rendesse de modo voluntário, corporal e espiritualmente, assim como se demonstrava predisposto a oferecer a Esaú suas riquezas. Mediante um golpe instantâneo, o Senhor o privara de qualquer capacidade de resistir. Assim Deus procede também para conosco. Deus há de elevar-nos até sua pessoa; isto, porém, ele efetua tão somente depois de levar-nos aos extremos de nossas necessidades. Por causa da inveterada resistência que lhe oferecemos, bem como da incapacidade que revelamos de sentir sua mão paternal através da disciplina que nos é imposta, ele tem de “tocar-nos” para reduzir-nos à impotência total, e, assim, fortalecer-nos na sua graça (2 Co 12.9,10).
Por resistir, Jacó foi tocado pelo Senhor, uma marca ficou gravada nele, com o toque na juntura da coxa, Deus demonstrou que tinha total autoridade sobre a vida de Jacó. A Jacó só restou suplicar pela bênção, que agora tinha certeza absoluta que não podia ser ganha através de artimanhas, mas somente através da ação de Deus. Segundo comentário da Bíblia da Mulher:
O encontro de Deus com Jacó. A luta com Aquele que se revelou como Deus (v. 28) resume a atitude de Jacó em relação a Deus durante toda a sua vida, confirmando o poder supremo de Deus e não a força ou a astúcia de Jacó (v. 25). A derrota de Jacó resultou em bênção (v. 29).
Todos nós precisamos ser marcados por Cristo (Gl. 6.17). A marca do Senhor em nossas vidas é o símbolo da aliança que fizemos com Ele. É o sinal de que dependemos inteiramente do Senhor.
O nome do patriarca foi mudado, de Jacó, ele tornou-se Israel. De suplantador, ele tornou-se o príncipe de Deus. Mudar o nome significa transformação de caráter. Deus quer mudar o seu nome também (Ap. 2.17). Aceite essa transformação, entregue-se ao Senhor hoje mesmo, não perca mais tempo.
Por fim, após essa experiência com Deus, no raiar de um novo dia, Jacó deu um novo nome àquele local: Peniel (a face de Deus). Jacó tinha visto o Senhor e não havia morrido, ele estava aliviado, satisfeito, e feliz por saber que o Senhor é fiel em cumprir suas promessas. Segundo Russel Shedd:
1) “Ver a Deus” é experiência que transforma os caracteres, (cf. I Jo. 3.2) assim como Jacó teve o nome trocado para Israel. 2) “Ver a Deus” traz-nos a certeza da graça e do poder para enfrentarmos o futuro sem que possíveis surpresas nos aterrorizem. 3) “Ver a Deus” significa a reiteração das bênçãos divinas, acarretando-nos, entretanto, novas responsabilidades (cf. Is. 6.7-8).
Querido leitor, o Senhor quer mudar a sua história também, basta você tomar a decisão de se render a Ele. O Senhor ainda não desistiu de você, Ele continua lutando contigo para que você ouça a sua voz e se renda a Ele enquanto há tempo (Jr. 7.13; Is. 65.12; Ap. 3.20).
Que a Paz de nosso Senhor Jesus Cristo esteja sobre você e toda a sua família!

Um comentário:

  1. meu amado pastor eu gostei muito do deu comentario sobre jao no vau de jaboque Deus te abençoe muito rica e abundante mente

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Agradecemos pelo seu comentário, em breve ele será publicado.
A Paz do Senhor!

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